Ser religioso ou não ser… Eis a questão!

Saudações escavadores!

Uma questão vem à tona quando falamos em espiritualidade e ela é essa:

Precisamos ser religiosos para nos espiritualizar?

Essa não é uma resposta simples.

Convido-te a ler esse artigo, a refletir e a postar seus comentários, para que possamos falar sobre.

Bom, desde pequeninos, pelo menos para as crianças da minha geração (nascidos nos anos 80) e das gerações anteriores, nossos pais nos introduziam em uma religião desde cedo.

Se você veio de uma família católica, então provavelmente você foi batizado, fez a catequese, primeira comunhão, crisma…

Se veio de outra religião provavelmente seguiu um outro caminho. Porém é quase certo que também começou cedinho e isso faz toda a diferença no momento de analisar a adoção de uma religião como meio de espiritualização.

 

padres
Faz toda diferença pois quando somos pequeninos não escolhemos por conta própria fazer parte de uma religião ou não. Logo, o que fazem conosco é uma nos submeter a uma doutrinação num momento que somos muito vulneráveis mentalmente.

O que quero dizer é que, como uma criança não é racional e madura como um adulto, consequentemente ela não tria e reflete sobre as informações que recebe durante a prática religiosa.

 

escravos

 

Ela acaba acreditando em tudo que ouve, não é capaz de entender que muitas vezes (para não dizer na maioria das vezes) a religião nos fala por parábolas e por símbolos e que num tudo que está escrito em um livro sagrado deve ser levado ao pé da letra.

Além disso, para muitas e muitas crianças, religião é uma coisa chata e monótona e essa introdução precoce à religião ajuda a afastar a pessoa dela quando ela atinge certa idade e que pode escolher não ser “religioso”.

Pois bem, é mais ou menos isso que aconteceu com as crianças da minha geração, creio eu.

Elas cresceram e se deram conta de que eles não nasceram com uma religião, e sim meteram elas em uma religião.

Hoje adultas, essas crianças querem se libertar da imposição de outrora e por isso muitas delas hoje são ateias ou se dedicam às religiões menos convencionais e ocultas (ocultas no sentido de pouco conhecidas).

Podemos dizer que muito do “ódio” às religiões convencionais vem desse sentimento de enganação e de imposição.

 

proibido

 

Nos dias de hoje, as pessoas que sentem a transcendência dentro de si, aquelas que sentem que a vida não acaba com a morte do corpo físico, proclamam-se seres espiritualizados, porém muitas vezes querem afastar veementemente o rótulo de “religiosas”.

Mas, porquê?

Sei que a informação que vou compartilhar agora já é batida, mas vou compartilhá-la assim mesmo.

Uma forte vertente de estudiosos da etimologia da palavra religião preconiza que ela seria derivada da palavra religare, que quer dizer “religar”, “reconectar”.

Ou seja, se você é religioso, você é (em teoria) alguém que busca se religar a algo maior, seja nesse caso a Deus, ao criador, ao seu eu verdadeiro/transcendente ou à iluminação ela mesma.

Então, acredito que não precisamos ter medo de dizer que somos religiosos. Temos que temer é estar preso à dogmas e a doutrinas que não fazem sentido para você e que não agregam nada em seu crescimento e em seu descobrimento.

 

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Eu me considero religioso, creio em um Deus criador, creio na vida após à morte, creio que fui separado de algo que era muito maior que minha própria existência, creio que minha natureza verdadeira é maior que a matéria e que meu objetivo é mais nobre que apenas comer, beber, ter prazer, procriar e morrer.

O que eu não sou é alguém que passa por cima da dignidade e do respeito à individualidade do ser humano, em nome de deuses, dogmas e livros sagrados.

Creio que esse é um limite essencial a ser respeitado para poder progredir de maneira salutar em uma via religiosa, seja ela qual for. Afinal, o amor/respeito é a lição final de todas as religiões e negar esse amor é a maior hipocrisia de todo religioso.

Gosto de ser religioso pois:
– Isso me permite tentar entender de onde vim, para onde vou e porquê estou aqui
– Gosto de ter contato com ensinamentos que me proporcionam pôr à prova meus    conceitos egoístas
– Isso me traz a esperança da continuidade
– Pois me sinto vazio sem ela
Claro que falo por mim quando digo que uma pessoa que busca se espiritualizar pode ter benefícios ao ser religiosa. Essa é uma opinião baseada totalmente em minha vivência, no meu caminho, tudo bem?  =)

 

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Em contrapartida, acho que se a pessoa não entender alguns conceitos antes de se entregar à religiosidade ou à espiritualidade, ela só tem a perder.

Listo aqui alguns exemplos de erros que as pessoas cometem (em minha opinião) ao se envolver com as religiões:

– Achar que livros sagrados contam estórias completemente reais
– Achar que sacerdotes, pastores, guias, gurus, etc, são seres acima do bem e do mal
– Achar que Deus ama mais tal pessoa que outra, pois tal pessoa é da religião X.
– Achar que certas pessoas são melhores que outras, segundo sua religião.
– Achar que quem não é da religião X não presta
– Achar que é uma pessoa é mais “elevada” simplesmente por ser religiosa
– Achar que pedir perdão a Deus ou ser submisso a ele, isenta a pessoa de ter uma moral reta e de ser amoroso com os demais, fora do meio religioso
– Achar que um ser (ou força) divina vai se importar com cada cerveja que você tomou e com cada tipo de carne que você comeu, e que, caso você não siga isso à risca, esse ser de pura luz vai te condenar a um castigo doloroso e eterno.

 

lobocordeiro

 

Resumindo.

Para mim, ser religioso é buscar essa reintegração com o divino, seja através de uma religião ou não, mas absolutamente se servindo de um sistema de elevação espiritual e de constante revisão pessoal.

Acredito que alguém pode muito bem evoluir espiritualmente ser seguir uma religião, mas acho mais difícil que o possa fazer sem ser religioso (religioso aqui sempre no sentido de religar, sempre!).

Obrigado por ter me acompanhado até aqui  =)

Deixe seu comentário! Compartilhe o link se achou o texto interessante.

Um grande abraço e até nosso próximo encontro.

Continuem cavando!

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